sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Imagem by: laracouto.blogspot.com

De um lado a outro da ponta da corda bamba, eu sigo em seu traçado, segurando-me para não cair!
  

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quinta-feira

   

    Tenho a sensação de que a semana só tem um dia: quinta-feira. Quando estou em casa, nesse dia, em frente ao computador, e, às vezes, quando descanso os olhos na tela da televisão, o que sempre vejo é a "Grande Família" e, logo depois, "Clandestinos: o sonho começou" e por fim "O que querem as mulheres", programas exibidos às quintas-feiras, pela Rede Globo de Televisão.
    Na quinta-feira é que passo a ter noção de que a semana está terminando, e que nem senti. Esse é o dia que reflito sobre as coisas que fiz, que não fiz, que poderia ter feito, e as que estão por fazer. Minhas quintas parecem dias de déjà vu. Mas, é bom pensar que as quintas é o limiar de minha memória. É bom só ter noção nos finais, para ter certeza que a semana está por terminar, e que se vai descansar, e que se vai reelaborar os planos, e que se vai sonhar novamente os sonhos deixados de lado.
    Mas, esse déjà vu deixa a sensação também de que as coisas não andam, elas parecem inertes. Parece que eu não saí  em momento algum da frente do computador e da televisão. Lá está eu, sempre com o meu baby-doll azul celeste. O corpo cansado, sono, os olhos quase fechando, e aquela sensação de que estou aqui com aquela sensação de que nada mudou. Mas, a semana passou, estou com essa sensação já tem quatro semanas, esqueço por algum tempo, mas essa sensação sempre volta, toda quinta-feira. Talvez seja para deixar marcada essa passagem do tempo, para me lembrar que estou sempre perto de completar mais um ano de vida, que estou ficando mais velha, que o tempo está passando e o que eu fiz?  Contei todas as quinta-feiras do ano que pude. Será que vou continuar com essa mania? Aliás, não é mania, é uma sensação tão natural, que é dificil prever quando vai acontecer ou até mesmo evitá-la.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

    Quem diria que de uma hora para outra eu mudaria minha concepção sobre a vida. Quem diria que, hoje, estaria aqui fazendo essa postagem sobre essa mudança. Mas, a vida é um "caixão" de surpresas! Ora desenterramos algo, ora enterramos e por fim algo ou nos assombra ou nos faz feliz!
    Mas, mudando de assunto, o que vim falar aqui não tem nada haver com tristeza, pelo contrário, tem muito é haver com alegria, felicidade. A felicidade que estou sentindo nesse momento é imensa, que tenho tanto medo que  tudo isso, que estou sentindo, se transforme, de uma hora para outra, em tristeza ou solidão. Esse medo é tão grande que chego a prender a respiração para conter tudo dentro de mim. 
    A felicidade que estou sentindo não vem só da minha vontade de querer mudar. Ela também vem de uma estrela, que me ilumina, e que nesses últimos dias irradiou sua luz sobre mim. Uma estrela guia, que está me ensinando e me levando pelos caminhos, não mais tortuosos, por onde eu caminhava, e sim por caminhos que insistia em não querer passar. 
    Essa estrela tem nome e sobrenome. Hum...  não sei o sobrenome dela, mas sei que os seus dois nomes, é isso mesmo, ela tem dois nomes (risos), são fonte de inspiração. Uma pessoa maravilhosa, que passei a conhecer mais nesses últimos dias. E que acima de tudo está me fazendo muito bem, e sendo o que eu esperava dela - não que ela tivesse por obrigação em superar minhas expectativas, mas pelo simples motivo de ver nela o que eu sentia em mim. Isso é muito louco, não sei se vocês, caros leitores e leitoras e até mesmo você minha cara e rara estrela, conseguem compreender a dimensão do meu pensamento, se não conseguem, sugiro, apenas, que sintam. Só sentindo para me entender!
    Mas, enfim, é isso que queria dizer, não dizendo. Deixando para você achar o que bem entenderes, de tudo o que escrevi. Quero que essa reciprocidade cresça a cada dia, de uma forma saudável, respeitosa e com muitas surpresas e alegrias! Desejo que você viva sempre em minha vida, e que essa vida cresça e floresça, eternamente se possível, mesmo que o eterno seja efêmero. Eu desejo essa eternidade! 



Se eu pudesse te descrever, papel e caneta não me bastariam.
Se eu pudesse te pintar, uma tela seria insuficiente pra caber a beleza de teu ser.
Se eu pudesse vir a existir, eu seria toda em você!

                                                                                          À JoyNanda!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

    Todos os dias venho aqui e vejo que nada mudou. Os sentimentos são os mesmo. Quem sabe o que mudou seja a forma de sentir? Cada dia penso sentir mais intensamente cada dor que me aflige nesse momento. Será que tem ou terá sentido tudo isso que sinto? Será que isso é só momentâneo? 
    Todos os dias tento mudar essas minhas sensações, essa minha vida, esses meus sentimentos. Mas, a cada tentativa isso me faz relembrar tudo que tento esquecer. Deixei pessoas de lado, "esquecidas", por um tempo, mas isso não me ajudou muito. 
    O que sinto é tão intenso que essa intensidade parece me engolir. Os sentimentos são os mesmos, e a cada dia ele se intensifica. A quatro dias atrás tentei mudar a minha vida, mas, se arrependimento matasse eu estaria morta e bem enterrada. Foi um dos piores dia de minha vida, dentre os outros muito que são completamente iguais. Sei que enquanto não resolver essa pendência que me assombra todos os dias, nunca serei feliz, nem farei dos momentos de minhas tentativas de mudanças uma felicidade passageira, como toda felicidade.
    Queria poder acordar todos os dias e esquecer todos os dias o que fiz no dia anterior. Igualzinha aquele filme que é transmitido pela Rede Globo, sempre. Mas, não tenho tanta sorte assim, então estarei sempre aqui relembrando essas coisas que me afligem.     

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cheguei ao centenário

    Estou chegando a minha centésima postagem. Gente são 100 textos escritos, uns grandes outros grandíssimos e outros pequenos e pequeníssimos. Escrevi coisas demais, coisas de menos. Escrevi sobre mim, sobre os outros, mas os outros tinham haver comigo.  
    É como se fossem cem anos, e a cada ano eu escrevesse um texto, para contar um pouco mais sobre o que vivi. Mas, não foram cem anos que se passaram, ainda não chegamos nem ao final do ano por completo, apesar de faltar muito pouco para que ele se finde. Foi apenas um ano, um ano apenas em que eu escrevi todas essas coisas. 
    Alguns textos são alegres (alegres na minha forma de ver), outros são extremamente lúgubres, decadentistas. Aqui é meu diário intimo, não tão intimo, que divido com os internautas as minhas alegrias e dores. Espero melhorar o teor alcoólico, "chorístico" e artístico dos textos ao longo de minha odisséia "bloguística".
    Mas, sinceramente, acredito ter chorado todas as lágrimas que enchia o meu ser. Transbordei-a todas num copo de martini com muito gelo. Não tenho mais sentimentos pra chorar, agora restam apenas reminiscências. Reminiscências que me perseguirão pro resto da vida, e não é uma hiperbóle, é  pura verdade. O passado me assombrará, me assombra no presente e assim será no futuro. Ele martela em minha cabeça toda hora, às vezes, me perco em meus pensamentos tentando me achar e sair desse labirinto. Mas, não consigo. 
    Mas, aqui são as memórias de minha vida, triste e "alegre". Aqui posso transbordar, falar coisas que jamais falaria. Espero continuar agradando ou quem sabe desagradando à muita gente. Meu objetivo aqui não é agradar à ninguém, mas a mim mesma, às vezes, até acho que a um alguém que vive em mim, uma outra. Não me implorem pra mudar, jamais isso acontecerá!
    Dessa forma, continuarei aqui, pelo menos até enquanto eu viver. Espero escrever mais uns cem ou mil textos!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

    Será que as coisas são assim mesmo como estou vendo, pensando? Acho que estou tendo um pesadelo. Quero acordar, urgentemente. Não foi dessa forma que imaginei minha vida lá nos tempos áureos. Merda, merda, merda...
Quero sair desse buraco. O que faço?
Alguém aí me dá uma resposta, pois nada me vem à cabeça, já queimei todos os meus miolos. 
Aff!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Alguém aí, por favor me responde.
Diz alguma coisa, emite algum só.
Acho que estou ouvindo ecos nesse oco de gente.
Será minha própria voz?
Ou a sua?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nossa rua

    Essa é uma poesia de um grande poeta e intelectual do curso de letras. Roubei-lhe a poesia para colocar no meu blog, reservando-lhes todos os direitos possíveis sobre a mesma. Em uma única palavra diria: estupendafenomenalexcelente! Ah, se essa rua fosse minha...



Quem casa, quer casa
Loucura não faz
Quem ama, quer rua
Para amar em paz


Rejeito o privado
Também não é público
Só amor desvairado
Fora de um quarto cúbico


Comprei nossa rua
Pra te ver nua
Ao banho da lua
No espaço da noite


Roubei um banco
Comprei nossa rua
Cenário de amor
Talvez seja preso
Por atentado ao pudor


                                      William Santos, 17/11/2010 - 2:07 am.



"E hoje a noite não tem luar  

E eu estou sem ela

Já não sei onde procurar
Não sei onde ela está

Hoje a noite não tem luar

E eu estou sem ela
Já não sei onde procurar
Onde está meu amor?"

                                              Renato Russo