sábado, 25 de dezembro de 2010

Qual o verdadeiro espírito de Natal?

    Qual o verdadeiro espírito de Natal? Na minha concepção não existe mais espírito natalino, hoje somos impulsionados pelo espírito capitalista, que move todas as relações, inclusive a humana, familiar. Mas, as pessoas querem se enganar com essa mentira, tudo bem. Não sendo radical demais, ainda defendo esse espírito em poucas ou quase em mínguas familias. Familias essas, que considero tradicionalissímas, e que com certeza devem viver em algum lugar isolado do Brasil ou do mundo, para não se contaminarem com o exagero que vivemos hoje. 
    O espírito do natal é consumir exacerbadamente. Ir aos shoppings e gastar todo o décimo terceiro com presentes, até mesmo para aqueles que mal falamos durante os 365 dias do ano, mas para fazer a política da boa vizinhança é necessário. 
    A ceia natalina agora é servida em bares, motéis, esquinas e vielas de qualquer lugar.A mesa só serve para decorar o ambiente que costumou-se a chamar de sala, muitas vezes de jantar! Porém, quando acontece a tão antiga ceia, que nos faz lembrar de Cristo e seus doze apóstolos reunidos, e que dividem o pão e bebem o vinho, ela é feito num murmúrio e nos burburinhos de fuxiquinhos, um querendo comer o outro à garfo e faca!  
    Quando iremos recuperar esse espírito? Nunca! A tendência é continuarmos nessa hipocrisia. Como diz Joanna Guerra: Eu adoro a hipocrisia do Natal!

O que as pessoas levam de nossas vidas?

    O que as pessoas levam de nossas vidas? Muitas pessoas inescrupulosas levam nossas próprias vidas, nossa paz, nossos amores, nossa alegria, enfim, nosso sorriso. Às vezes, levam o melhor que temos: o amor. Às vezes, não levam nada, mas, deixam rancor, ódio, mágoas. Levam também os bens materiais. Mas, deixam os dedos, os ouvidos e a vida, que são os mais importantes, intactos! Eles levam, mas a vida nos dá em dobro tudo o que perdemos. Tudo é só uma questão de ponto de vista, pois eles acham que estão furtando um bem, mas pelo contrário, estão é cavando suas próprias covas com as próprias mãos, e com os próprios punhos cravando seus nomes nelas! 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Memórias de minha vida

   


 Hoje, mais um ano, mais um aniversário, mais uma aurora de minha vida. O que fiz? Fiz muita coisa, como deixei de fazer outras. Porém não me arrependo de ter ou não ter feito. Ainda tenho tempo para fazer o que não fiz, e para fazer o que está em meus planos. 
    Mais um ano de vida, mais um número no contador da vida. Muitas experiências no lattes, muitas histórias para contar, muitas divagações... O que virá daqui pra frente? Sinceramente não sei, pois minha vida ultimamente tem se tornando uma caixa de surpresas. Mas, o que vier é lucro. O que não vier fica pra história, pra contar histórias. Vou fechar os olhos e esperar por elas, sem medo, sem receio de errar ou acertar. 
    As memórias em si deixo-as para contar daqui pra frente ou até mesmo para vocês contá-las. Está muito cedo para ter reminiscências de qualquer tipo que seja. Não quero viver o presente pensando no passado, ele já passou, e não volta mais. Ele, sim, servirá para mudar o rumo da história, para fazer o que não fiz e para refazer o que ficou gauche. Quero viver a minha vida pensando no hoje, no agora. O futuro é uma incógnita, vou construí-lo aos poucos sem a mínima pressa! Entre viver e morrer fico no meio esperando algo acontecer! 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

À flor da pele!

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    "Só sei dizer, que não sei ser humana, não sei conviver de dentro da alma triste, com sonhos que não se ama. Não sei ser útil, mesmo sendo ser prático, cotidiano e nítido. Amei e odiei como toda gente, mas, pra toda gente isso sempre foi normal e instintivo. Para mim, sempre foi exceção, o acaso, tristeza, o óbvio. Eu não sei se a vida é pouca ou demais para mim. Eu não sei se eu sinto de mais ou de menos. Só sei que a vida, de tão interessante que é a todos os momentos, a vida chega a doer, a pulsar, a sangrar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de sair de todas as lógicas, de todas as casas e de ser selvagem, entre árvores e esquecimentos. Eu não sei se eu sinto de mais ou de menos, mas, o amor sempre foi o meu lugar, e o meu coração não quer viver batendo devagar!"  
      
        Myllena Varginha, mais conhecida, apenas, como Myllena!

Música "Quando", cantada com a participação de Isabela Taviani, em 19 de dezembro de 2010, no Teatro SESC Casa do Comércio, Salvador - Bahia!


    Diante de tantas coisas, que me vem acontecendo, ultimamente, eu ando à flor da pele. Diante do espetáculo da vida, que acontece em minha rotina à flor da pele. Diante de palavras ditas escancaradamente, na frente de todo o mundo, que me faz parar, pensar, sentir, tão intimamente tudo o que é viver. O que um refrão desse pode causar em mim, não pode ser dito sem pesar.  
    Diante da tão complicada vida, que me faz rir, chorar, chorar rir, sentir raiva, ódio, tudo passageiro, a tempos que me faz pensar nela, vida, dia após dia, sem cessar. 
    Diante dessas palavras ditas, percebo que alguém se encontra no mesmo lugar que eu, que sente como eu sinto as coisas, a vida, o mundo. Diante de tão outra, mas, eu, um pouco de mim, de meu nome, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, na mesma conexão de sentimentos. 
   Diante de tudo isso, sinto minha vida pulsando, minha pele queimando, meu corpo ardendo em brasas. Chama que queima, que pede para queimar, destruir, deixar em labaredas alguma coisa que alcance, que esteja ao seu redor. 
    A vida parece ter outro significado, o que não sei definir, ao exato. Mas, pra mim, ela é esse redemoinho, esse sentir, sem saber definir. Viver é tão complicado!
    Não sei ser humana. A humanidade me aflige com seu medo de viver, com a sua maldade, com o seu modo de ser, de sentir e de sonhar. Meus sentimentos seriam mesquinhos, se por um acaso eu fosse humana, de carne e osso. 
    Minha vida está muito além desse viver. Eu só quero dormir e sonhar, que nada disso é verdade. Que essa humanidade é onírica, utópica. Quero abrir os olhos e ver apenas um clarão, que me guiará por entre todos os caminho, onde quero  passar e chegar, e ir, caminhar, sem parar...