terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vivendo e escolhendo...


A gente vive fazendo escolhas sem saber se elas são certas ou erradas.
Na verdade, acredito que as escolhas são partes da vida, que nos fazem movimentar-se em busca do que queremos.
Nunca temos certeza se o que escolhemos é bom ou ruim pra gente.
Mas vamos em frente sempre acreditando que foi a melhor opção naquele exato momento em que não tínhamos escolhas além da própria escolha.
Começamos a escolha antes mesmo de nascer, lá antes de chegar no ventre de nossa mãe, ainda quando eramos um mero espermatozoide. Não sei se no meu caso tive escolha (risos)
Até a nossa morte continuaremos a escolher, quem sabe até escolher para não morrer.
Mas, acima de tudo a escolha mais difícil é quando não sabemos se é possível dividir nossa vida com outra pessoa.
Mas, esse problema termina justamente quando devemos escolher, e quando escolhemos ou melhor quando achamos a pessoa que ao nossos olhos parece ser a pessoa certa para dividir a nossa vida ou melhor o melhor que há em nós e alguns problemas, coisas normais.
A questão é não ficar em cima do muro. Escolher é ser forte, é saber que mesmo na escolha que parecer ser errada se tentou fazer o certo.
Eu vivo escolhendo, às vezes, não me preocupo se o que escolho é o certo ou errado. Prefiro nem pensar nessa possibilidade, pois pode me deixar inerte ou com medo. Prefiro pensar que estou escolhendo o melhor pra mim, sempre dando tudo de mim para que minha escolha se torne a melhor mesmo que para os outros não seja.
Também não me preocupo com o que os outros acham de minhas escolhas, a vida é minha e quem deve escolher sou eu. Vivo a minha vida conforme meu salário deixa e conforme o meu amor. Não me venham dizer que isso ou aquilo é errado.
Na verdade o que quero falar vai além disso. Quero dizer que a minha escolha, que tudo o que tenho em minha vida foi escolhido. Mas, o amor, ah, esse danado me pegou de jeito.
Digo que escolhi muito bem a pessoa que hoje faz mais do que parte de minha vida. São quase 10 meses de muita felicidade, já vejo esse número se transformar em uma década, duas, três....
Nesse caso não foi escolha, esse caso foi amor mesmo, de verdade, daqueles que deixa a gente sem ar, sem fôlego, sem noção do tempo e do espaço. A gente não escolhe o amor, ele nos escolhe e nos apresenta a alguém. O mundo conspira ao nosso favor! Fato! Uma coisa que escolhi meu amor foi viver ao teu lado até o fim de minha vida. Quero viver ao teu lado, compartilhar com você na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe! Essa sim que é a minha maior escolha. Tenho certeza que não me arrependerei de tudo que fiz para estar ao teu lado. Tenho certeza que não me arrependerei de lutar pelo nosso amor. "Tudo vale a pena se a alma não é pequena". E sua alma nada tem de pequena, você é a pessoa mais especial desse mundo.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O Novo, Martha Medeiros in Montanha-Russa, crônicas, L&PM, 2006


    Procura-se, vivo: Morto não interessa. Procura-se a novidade que vai fazer o povo refletir, questionar, enlouquecer. Algo nunca visto, original, que desestruture, surpreenda, revolucione.
Raios, temos que ser novos. Não se pode repetir fórmulas, não se pode reprisar o que dá certo, ficam proibidos todos os prazeres conhecidos. Música, literatura, cinema, moda: reinventem-se!
Ai de quem não ousar.
    Se criamos frases com sujeito, verbo e predicado, não servem. Se fazemos concretismos, somos arcaicos. Arrancamos lágrimas, somos clichês. Arrancamos risos, somos superficiais. Criem, criem perucas feitas de acrílico, contos que matem o leitor, biquinis que mostrem a bunda: inspirem-se!!
Biquinis que mostrem a bunda, missão cumprida.
    Por todo o lado, a cobrança. Relações novas, cores novas nas unhas, histórias nunca contadas,
pensamentos nunca pensados, um jeito diferente de pintar o sol, de construir edifícios, de atender o telefone.
Fazer diferente, impressionar. Nada de ser lírico, nada de ser cru, transgrida, provoque a crítica, provoque o público, não caia no gosto popular, não seja excêntrico, não seja petulante, não seja o mesmo, não tenha estilo, não finja ser o que não é, não seja excessivamente confessional, olha o umbigo...
    Decore sua casa com cáctus gigantes e tenha um lagarto como bicho de estimação. Não, isso é tão anos 70... Leia todos os clássicos da literatura alemã, francesa, inglesa, americana - sim, seja intelectual, isso pega bem até a meia-noite de hoje. A partir de amanhã, leia e releia blogs, literatura do futuro.
Use batom branco, não use calcinhas, tome energéticos, tome algo lilás, não seja bonito, seja interessante, consuma, consuma, consuma até encontrar o seu tipo, o seu modo de estar no mundo. É tudo tão antigo, tão igual, cause impacto, escandalize a plateia e o porteiro do seu prédio. Ou seja terna. Ternura! Enfim, uma palavra nova. Use ternura, coma ternura, vista ternura. Até o final da estação.
    Procura-se o novo. Embaixo da cama, em cima da cama, dentro dos livros, nos faróis dos carros, nos videoclipes. Despreza-se o mesmo, feito do mesmo jeito. Despreza-se a qualidade mil vezes vista. Despreza-se o consagrado - abram espaço para o inusitado.
Se vocês encontrarem o novo, não se apressem em me mostrar. Ainda estou absorvendo o que foi novo horas atrás.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O céu me lembra você

   
                               
     Ontem, 26 de dezembro de 2011 estava deitada no quintal de casa. Olhei para o céu, como sempre faço. Gosto de admirar o céu e de ficar procurando bichinhos e outros desenhos nas nuvens. Não importa se é dia ou noite. Nuvens pode estar tanto de dia quanto de noite, mas o que muda é o espetáculo. 
    Gosto de observar o céu pela manhã, quando o sol está nascendo e quando as estrelas e a lua estão dando lugar a luz do dia e o sol aparece imponente. Gosto de olhar o céu quando ele está se pondo, principalmente se eu estiver acompanhada, com você é claro. Gosto de olhar as fases da lua principalmente quando ela está cheia. Até mesmo de madrugada o céu é lindo.
    Mas, na verdade, eu não vim falar do céu não só por isso. Mas o céu me faz lembrar você. Olhar pro céu me faz lembrar da calma que você me traz. O céu me faz  lembrar o quanto me sinto bem ao estar ao teu lado. O céu me faz lembrar que esqueço do mundo quando estou com você.
    O céu me traz toda a calma que você me traz. As nuvens me faz flutuar em meus pensamentos em busca de você. O céu me faz lembrar dos nossos momentos maravilhosos, e que bons momentos. O céu me faz desejar viver todos esses momentos de novo. Cada um, sem exceção, mas com mais intensidade. O céu me faz desejar-te cada dia mais, cada vez mais, cada momento mais e mais.
    O céu me faz lembrar o futuro. Futuro que ainda estamos por construir. Mas, essa sensação é tão grande e espetacular em mim que fico me perguntando como posso sentir algo que ainda nem foi construído? Não sei explicar. Não quero explicações. Apenas gosto de sentir essa sensação que me faz feliz. Nos momentos tristes ou difíceis me apego a isso e fico bem mais tranquila.
    Não sei explicar com palavras racionais o que senti ao ver o céu ontem. Mas sei que só lembrava de você, e da saudade que tava sentido e da falta que você me faz. Além da vontade de te ter aqui do meu lado no meu quintal, olhando pro céu, sentindo essa sensação maravilhosa e dormindo ao meu lado num sono tranquilo. Apenas isso!      

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal?

    Natal é época de festa, de alegria, de paz, amor e também o dia de pedir perdão a quem magoamos. Natal é época de refazer amizades abaladas por algum conflito durante o ano. É dia de reatar a amizade(s) com fulano(a) ou com cicrano(a).
    Natal também é época de reunir a família em torno de uma mesa repleta de comidas típicas da época. Muito panetone, chester ou peru, muitos doces e salgados. Bebida também não fica de fora. Tem vinho, cerveja  para os adultos e para as crianças tem suco de uva ou de qualquer outra fruta, pois ninguém é obrigado a tomar suco, ainda mais de uva. 
    Natal simboliza tantas coisas. Mas será que estamos em clima de Natal? Será que nossas ações representam o Natal? Do que adianta refazer amizades, se por trás de nossas ações está algum interesse sórdido? Do que adianta sentar na mesa com a "família", se os corações estão amargurados e estão um em frente ao outro resignados, com dor de cotovelo e com vontade de pegar uma faca ou um garfo e furar o olho do outro que acabou de beijar na face?
    Natal é época de presentes, de roupas caras, de perfumes importados, de sapatos da moda, de celulares bacanérrimos, de cestas natalinas e de um vale compras de presente. Natal é época de gastar, e se você não comprar um presente bacana, saiba que nem vão olhar em sua cara. Natal é feito de relações capitalistas. Não existe mais amor, não existe mais amizade e humildade nos corações das pessoas. 
    Natal é época de fingir gostar de todos que convivem com você dentro de casa. Do seu chefe, e de seus colegas de trabalho. Todo mundo gosta de todos os seus amigos, sejam eles virtuais de redes sociais de relacionamento ou de seus amigos reais, de carne e osso, e repassam, mesmo que seja uma pessoa que você não fala a milhões de anos,  aquelas lindas mensagens desejando muita paz, muito amor e prosperidade. Mas na verdade você só quer dizer para muitos que deseja mesmo é que ela se foda e o escambau. 
    Também não vou generalizar, sei que em muito lares o Natal simboliza paz, amor e alegria. E que de fato o Natal tem uma certa importância para eles. Mas, por favor, tenham consciência das mensagens que andam espalhando por aí. Não mandem mensagem para aqueles que não querem só para manter a aparência. Se você gosta da pessoa, beleza, viva!. Mas se não gosta deixe-a em paz, há outras pessoas que gostam. Faça sua parte e mantenha-se distante de toda e qualquer hipocrisia. Pois não tente justificar suas ações só porque é Natal. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O caos do mundo no século XXI

    O mundo está em caos. Na verdade nem sei se um dia ele chegou a estar em harmonia. As coisas me parecem tão estranhas hoje, e olhe que não tenho tanta idade assim. Olho para as pessoas e tenho medo delas. São tão estranhas aos meus olhos, me metem medo. Suas faces desconfiguradas, seus olhos arregalados, com cara de que querem fazer algum mal. 
    Depois de dois assaltos, vivo em alerta constante. Olho para as pessoas e sinto que elas querem me assaltar. Como diz o ditado "gato escaldado tem medo de água fria". Outro dia estava conversando com alguém, mas não me lembro quem, e essa pessoa disse que tinha muito medo de andar em ônibus, pois ao seu lado sempre senta pessoas que nem fazemos ideia de quem são, dos crimes que cometeram e daí por diante. Depois desse comentário fiquei em alerta constante. Quase uma neurose. 
    Não sento ao lado de homens com caras estranhas ou mal encarados, só sento ao lado de mulheres e de preferência na janela. Mas, essa pessoa também disse que podemos esperar tudo hoje, inclusive das mulheres, que até elas podem nos surpreender. É assim fica difícil. O que fazer? Não sair de casa? É como me sinto, uma prisioneira que se encontra presa no próprio mundo. Tenho que me trancafiar em casa e deixar os bandidos soltos pelo mundo para se sentirem livres, leves e soltos. Veja se isso pode? 
    Mas, é assim que o mundo vai ficar. Se transformará numa cela ao ar livre. E o que faremos? Temos que aceitar e ficar calados com a situação, falar não vai adiantar e é até capaz de sofrermos por isso. O jeito é mudar de planeta, porque esse já não dá mais nada. 
    Prefiro nem mais olhar para as pessoas, pois sei que se continuar a olhar o medo tomará conta de minha vida e não poderei mais fazer nada. Finjo superar todos os medos e continuo a viver minha vida. Mas, na verdade ando sempre alerta, com olhos nas costas também, vejo por todos os lados, escuto até os sussurros.    
    As pessoas também andam agindo de modo tão estranho, fazem coisas malucas, falam coisas sem sentido ou como dizem "sem pé nem cabeça". O mundo anda virado de cabeça para baixo, se isso é possível. O riso das pessoas se tornam esquisitos, já não sabemos se riem, se ironizam ou se choram. As pessoas pelo horário da manhã acordam de forma tão estranhas, com caras de quem comeu e não gostou. Na sexta-feira as pessoas agem de forma tão estranhas. Na segunda-feira, depois do final de semana ou de feriado, as pessoas agem de forma tão estranha. 
    As pessoas se transformaram em seres tão estranhos, e não venham me dizer que são em ET's, pois esses já conhecemos, e elas nada se parecem com eles. Acho que estão sendo abduzidas por seres extraterrestres e agindo de forma dissimulada. Vamos acreditar nisso para consolar nossa alma e fingir que há salvação. O que fica claro, ao passar dos anos, é que as coisas mudam de acordo com as transformações do mundo. E fico a me perguntar como será o mundo daqui a uns dez anos? Espero está viva para poder ver com meus próprios olhos o que seremos.

domingo, 18 de dezembro de 2011

A gente procura tanto por alguém....

 
A gente procura tanto por uma pessoa. A gente encontra essa pessoa. A gente se apaixona por essa pessoa. A gente namora essa pessoa. Aí já viu né? A gente ama essa pessoa. Depois essa pessoa se torna parte de nossas vidas. De repente nossas vidas giram em torno da felicidade dessa pessoa.

    Nem tudo é perfeito, quando a gente descobre isso não tem mais jeito, o amor já tomou conta de nossos corações. O amor é maior que tudo, maior que qualquer briga. É aí que a gente descobre o quanto amamos essa pessoa. Aí a gente descobre que estamos crescendo e virando adultos de verdade. É aí que a gente faz planos para casar, pra ter filhos, construir uma casa e dentro dela depositar todos os nossos sonhos e planos de felicidade. É depois da primeira briga é que se descobre que se pode perdoar a quem se ama. A gente briga na verdade pelo simples e sublime motivo de amar. 
    O que a gente mais quer na verdade é acertar, mesmo errando. Mas, errando estamos seguindo o caminho para fazer a outra pessoa feliz. Não erramos por querer, mas por tentar. É assim a lei da vida, e por mais que você diga que isso não vai acontecer com você é um engano que momentaneamente massageia o ego. Contudo em um momento você vai descobrir que quando você dizia que ter filhos e casar não era pra você, apenas queria se enganar e se fingir de forte diante das coisas fatídicas da vida. 
    A vida é assim, a gente sempre encontra aquela pessoa que estávamos esperando a tanto tempo. Entretanto precisamos ser sagazes para enxergar essa pessoa, e não deixá-la passar vai de nosso encantamento e vontade de ficar para sempre na vida dessa pessoa. 
    Acredito que amadurecimento não é apenas se torna adulto aos 18 anos, ter um emprego ou um(a) namorado(a). Pode-se ter 30 anos por fora, mas por dentro a pessoa ainda é uma criança ou age pior que uma criança não levando nada a sério.  Amadurecimento é justamente enxergar as qualidades e defeitos que se tem. E claro melhorar no que se acha necessário, pois, às vezes, a pessoa acha que os defeitos não são tão graves assim. Amadurecer é ser. Amadurecer é querer ser sempre o melhor que se é. Amadurecer é amar e ter consciência que sua vida é mais do que se pensou. Amadurecer é pensar em dois e não egoisticamente em si, em um.
    Encontrar a pessoa certa é amadurecer e ter consciência de que o amor é essencial e de que a outra pessoa é o complemento da vida, que só ninguém vive, mas que junto, com responsabilidade a vida se torna mais interessante, agradável e feliz.  

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quando a saudade me pega de jeito

Quando a saudade me pega de jeito, o que e vem à cabeça é o seu jeito.
Que me arrepia o corpo inteiro.
Que me tira o sossego.
Que me aperta o peito em busca de seu aconchego.

Quando a saudade me pega de jeito, perco a razão, o freio.
O dia se torna gris, o meu mundo fica vazio, a minha vida sem brio.

Quando a saudade me pega de jeito, sei que você é o meu prumo, meu rumo, meu tudo.
Quando a saudade me pega de jeito, sinto você escorrer por entre os dedos.
Meus olhos te perdem de vista.
Vejo apenas a escuridão, um vazio, um nada, na linha do horizonte que separa seu olhar do meu...
Quando a saudade me pega de jeito, sei que é pelo simples motivo de te amar e te querer cada dia mais e mais...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

SEMINÁRIO REVIVENDO HISTÓRIA: TRAJETÓRIAS DE REEXISTÊNCIA

 
 
 
 
    O projeto Conexões de Saberes estará promovendo um seminário nesta quarta-feira, 07/12/2011onde teremos a oportunidade de mostrar os frutos de nossas atividades desenvolvidas nas comunidades com as aulas de pé-vestibular durante a semana no turno noturno e as oficinas na Escola Aberta aos sábados durante este ano de 2011, bem como relembrar os momentos que marcaram nossa trajetória, as pessoas que passaram por aqui e deixaram as marcas de sua caminhada para que nós pudéssemos dar continuidade. Será um momento muito especial e acima de tudo um encontro entre amigos e companheiros de uma história de resistência. 
    Por essa razão e por reconhecer-mos a importância de sua contribuição na história do Conexões de Saberes. Gostaríamos de contar com a presença de todos e todas, que com certeza irá abrilhantar o nosso evento.

Data:  07/12/2011
Local: Auditório do Paf III (Ondina)
           UFBA - Salvador Bahia
           Horário: 13:00 as 17:00 hs.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Aos senhores pais e responsáveis pelo dia das crianças

                              

    Antes de começar, vou externar algo que observei nesse dia 12 de outubro, assim como todos os anos ando observando. Eu nunca vi tanta criança em minha vida quanto eu vi nesse dia das crianças. Aonde é que os pais guardam seus filhos? Deve ser dentro do armário, debaixo da cama, atrás da porta ou em qualquer outro lugar que eles possam ficar bem escondidinhos, ou então a taxa de natalidade cresceu muito do ano passado pra esse ano. Das duas uma, qual? Não sei.
    Também quero dizer aos senhores pais e responsáveis que o dia das crianças não é apenas no dia 12 de outubro, tenha consciência que vocês deve levar seu filho a lugares culturais e decutivos todos os dias do ano, além óbvio de dar amor e carinho, coisas que alguns pais inresponsavéis, acham que só deve dar no dia 12, e olhe á ainda.Deve ser por isso que vi tantas crianças na rua nesse dia 12 de outubro de 2011.
    Também quero deixar registrado minha indignação aos senhores pais que abandonam seus filhos nas ruas ou os colocam para pedir esmolas. Criança tem que ser criança. No dia 13 de outubro, meu coração ficou partido ao ver uma criança na sua faixa etária de uns 7 a 8 anos dentro do ônibus pedindo esmola.
 Também quero deixar registrado que tem muitas crianças nos orfanatos precisando de pais ou responsáveis legais, que sejam responsáveis de verdade. Filho não é somente aquele que nasce de dentro de nossos ventres, mas também aqueles que podemos dar amor e carinho, mãe e pai são aqueles que criam, independente do sangue que correm nas veias.
    Todo dia 12 de outubro me entristeço, pois sei que milhões de criança estão abandonadas na rua, pedindo esmola, estão fora da escola, e moram sozinha nas ruas. Além de estar usando drogas e perdendo toda esperança de um dia ter uma casa ou alguém que se importe com ele de verdade. Mas tristes ainda é ver as lojas, os shoppings entupidos de brinquedos e de pais que compram o melhor para seus filhos, brinquedos esses que acabam indo para o lixo depois de ser pouco utilizados. Enquanto tem milhões de crianças que nunca receberam sequer um brinquedo na vida.
    Só me vem na cabeça a imagem dessas crianças de rua olhando pela vitrine um simples brinquedo que elas tanto querem receber no dia das crianças. Também fica a imagem de crianças olhando e esperando receber alguma comida, enquanto muitos estão no MecDonalds, Bobs ou sei lá mais onde comprando e jogando comida fora.
    Quando é que as pessoas vão tomar consciência da situação do mundo, e de que nossas crianças estão sendo mortas ou esquecidas nas ruas. Amor e carinho não se dá apenas para aqueles que conhecemos, mas um gesto de carinho e solidariedade não dói e não custa nada. Quem não tem dinheiro também pode dar o melhor que tiver, pois para amar ao próximo não precisa ter dinheiro, basta dar o melhor de si. Fica só o recado.  

Alugo minha língua







                          alugo_minha_lingua
    Alugo minha língua, peça dirigida por Fernando Guerreiro, estava, e infelizmente não está mais em cartaz no Teatro Vila Velha. O espetáculo discute, através de uma encenação marcada pela linguagem da performance e com um viés musical acentuado, as relações entre a perversão humana, a sexualidade e a sociedade de consumo. A peça visa explicitar, à luz do conceito de modernidade líquida do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, como a urgência e a espetacularização da sexualidade nas sociedades contemporâneas resultam no esvaziamento das relações humanas e no tédio.


    Assim como a primeira ação do Supernova Teatro – o espetáculo “Os Enamorados” – o objetivo é proporcionar ao público uma experiência artística instigante, que ultrapasse o momento da fruição do espetáculo e se estenda desde comentários na internet a ousadas discussões em mesa de bar. Alugo Minha Língua discute os conceitos e limitações que a vida em sociedade impõe às expressões comportamentais de cada indivíduo. O projeto foi contemplado com o Prêmio Myriam Muniz em 2010da FUNARTE/Ministério da cultura
    A peça é realmente muito instigante, para quem viu vai ficar a saudade e a vontade de ver novamente, para quem não viu vai ficar na vontade e na expectativa de entrar em cartaz em outro teatro, e tomara que entre meso, pois eu a verei de novo. Para os falsos moralistas de plantão, os hipócritas e demagogos que não vão ao teatro ou até que vá, acredito ser necessário veem essa peça, para quem sabe cair na real.  O melhor momento da peça foi o final, apesar de todos os momentos terem sido bons. Mas, o final para uns foi chocante, para outros e acostumados  ao teatro foi normal. óbvio que não contarei o final, quem não viu vai ficar na curiosidade, mas fazer o que os atores fizeram não foi exagero, mas para uns podem ter visto como desnecessário, mas até omnde é desnecessário e porque foi desnecessário? 
    No dia em que fui ver a peça, a sala do teatro Vila Velha lotou e não deu para quem quis naquele dia. As cadeiras principais estavam lotadas os pessoas que respiravam um ar de superioridade e intelectualidade, e que creio que esses sim ficaram assustados com o que viram. Só tenho a dizer que a peça é muito boa, uma das melhores que já vi, além é claro de "Uma vez nada mais", de Hebe Alves, em cartaz no Teatro Jorge amado, na Pituba.