sexta-feira, 15 de julho de 2011

Coisas da vida

    Estou lendo o livro de crônicas "Coisas da Vida", da Martha Medeiros. É um livro maravilhoso, e recomendo, recomendadíssimo,  pois o que ela fala e da forma que ela fala ninguém falaria. Ninguém melhor que a Martha, depois de Divã, para nos encantar com tal preciosidade em meio a turbilhões de publicações no mercado livreiro. 
    O que me encanta na escrita da Martha, é sua singeleza e sua simplicidade em falar de coisas do cotidiano, que, às vezes, não prestamos muita atenção. Eu até achava que era meio maluca por pensar em muitas coisas que ela escreve nesse livro, e por isso eu me escondia dentro de mim. Mas descobri que tanto eu quanto ela apenas gostamos de viver e observar as vidas e as coisas que nos cercam. 
    Não sei porque nunca pensei em escrever algo com tal título "Coisas da Vida". É bem chamativo, diria que possui um certo tom instigante e curioso. Em meio a prateleira da L&PM Pocket, e nos títulos maravilhosos avistei essa preciosidade. E não me arrependo, compraria de novo... E vou comprar mais alguns exemplares pra dar de presente, pois todos deveriam pelo menos abrir em qualquer página, aleatoriamente, e ler uma crônica desse livro. Tenho certeza que depois da leitura ninguém será o mesmo ou pensará da mesma forma. 
    Podem até achar que eu estou puxando o saco da Martha, e se for, qual o problema? Não estou mentindo em sequer uma palavra do que digo, ela é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!
    Mas o que eu quero escrever na verdade não é só isso. Já que o título da minha postagem é baseada no mesmo do livro "Coisas da Vida", vou falar de coisas da vida. De minha vida, "da nossa vida". Vou começar falando de três meses e quatorze dias atrás. Esse dia não me sai da cabeça, pois foi quando tudo começou. Me apaixonei! Sei que não foi fácil pra mim abrir a guarda pra um novo amor, mas com o tempo as coisas mudaram, a necessidade, a saudade, a vontade de estar junto, de ver, de querer beijar e amar me corroía por dentro feito chama... Coisas da Vida!
    Como diz a Martha " Cada vez que nos apaixonamos, estamos tendo uma nova chance de acertar". Não sei se essa é minha nova chance, mas sei que não quero deixá-la passar. "A questão não é por que nos apaixonamos por Roberto e não por Vitor, ou por que nos apaixonamos por Elvira e não por Débora. A questão é: por que nos apaixonamos?" Tenho certeza que quem não se apaixonar por você tem algum problema de cabeça. Não quero explicar ou dar motivos do por que me apaixonei por você, apenas sei que quero estar com você e isso me basta. Pra mim já é o suficiente pra seguir em frente e construir novos sonhos e traçar novos objetivos. 
    Estar apaixonado por outro é, basicamente, estar apaixonado por si mesmo, em novíssima versão. Essa é a mais pura verdade. Apaixonar-me é gostar de alguém que tem praticamente os mesmo gostos que eu. É gostar de mim em outro corpo, em outros pensamentos. Uma pessoa O km. É a minha chance de ser o que não fui antes.  
    Como é complicado viver. Mas, mesmo com as dificuldades - e olha que já passamos por cada uma (gargalhada) - estamos vivendo, sonhando e desejando cada vez mais estar lado a lado. O meu desejo para os "Astros" é que minha pedra preciosa brilhe e que tudo dê certo. Que as coisas da Vida nos leve a um bom caminho... Breve voltarei falando um pouco mais sobre o livro em si e sobre "coisas de nossas vidas."

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Espelho

Sente tremores, calafrios às lembranças dos beijos, dos abraços, das mãos, pêlos, corpo quente e suado. Frente ao espelho olha as rugas, os pés de galinha e a pele agora flácida.
Sua alma geme, sente dor e grita incessantemente “você está velha e só”. Jurara nunca amar. Sua vida é oco. Quartinho com banheiro, cubículo, em um lugar qualquer. A única luz que entra pela fresta do basculante ilumina o vazio do vestíbulo. Reflete seu rosto na vidraça com losangos idênticos. A única coisa estranha é seu rosto velho, disforme.
Escorre uma lágrima relutante que não quer cair por teimosia. Enxuga-a com ódio e força de arrancar raiz da terra. Sabe que seu destino está traçado. Penteia os cabelos, agora quase brancos. Pinta os lábios, murchos, vermelho carmim, como quem se debruça numa tela. Borrifa, sutilmente, jatos de perfume no colo. Coloca sua meia calça preta lentamente, como analista...
Batem à porta, levanta-se num salto, acorda de um sonho... É hora de voltar ao trabalho e atender ao primeiro cliente da noite. 













Quando o mar está revolto...

O mar lateja suas ondas nas pedras. Surdamente penetra-a o desejo de afogar-se na profundeza desse mar. Como ostra quebrada deglute o seu gosto. Instintivamente seu cheiro, afrodisíaco, se apodera dela, musgo que grudam ao corpo, tentáculos em busca de algo para agarrar-se. Toma-a por inteiro.
Deixa-se levar, em agonia incessante. Já não sente mais nenhum membro do seu corpo, nada mais responde aos seus sinais. Os olhos atentos seguem o rumo do mar que muda a todo o momento.
Obediente, somente a ele, se contorce e se deixa levar. Ondas que arrebatam tudo que encontra a frente, arrasta-a, pedra pequena, muda, recebe suas águas que escorrem e deixam suas espumas densas...gozo.
















Laçamento do livro "Cabidela: bloco-de-máscara", de Laura Castro


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Escritora baiana transforma blog literário em livro-objeto

Com intuito de deslocar a obra literária de seu lugar tradicional e propor novas práticas de leitura através de uma narrativa marcada pelo trânsito e fragmentação, a escritora baiana Laura Castro lança seu primeiro livro,Cabidela: bloco-de-máscaras. A publicação foi contemplada pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), através do edital de criação literária, e será lançada no dia 18 de junho, às 20 horas, no Sebo Praia dos Livros (Porto da Barra). Produzido por Ricardo Dantas, o lançamento é aberto ao público e contará também com ação performativa em parceria com a artista de dança Candice Didonet.
A obra é composta de textos publicados no blog cabidela.blogspot.com, projeto que, desde 2008, organiza e expõe os escritos literários da autora, até então produzidos aleatoriamente nos blocos de notas e em cadernos. Nas postagens, escritas sem continuidade aparente, um enredo se sobressai: o trânsito. Um transitar que se expressa na tensão entre vozes narrativas de primeira e terceira pessoa; num movimento constante de ida e volta de um foco narrativo para o outro; na narrativa oscilante de uma prosa-poética; numa personagem que se muda para outra cidade e na voz de uma escritora anônima perseguindo uma personagem, Luíza Breu.

Buscando um diálogo entre a virtualidade da tela e a materialidade das folhas de papel, Laura Castro reordenou o conteúdo do blog e desenvolveu, em parceria com a designer Cacá Fonseca, um livro-objeto formado por quatro elementos: um romance (“Breu”), um bloco de notas (“Borratório”), um baralho e duas máscaras. Sem a linearidade tradicional dos romances, “Breu” apresenta uma narrativa dupla. Com dois começos e um final que deságua no outro, a leitura pode ser iniciada por qualquer um dos lados do livro. No “Borratório”, o bloco de notas, Laura Castro revela pistas de seu processo criativo, um laboratório de experimentação em que se esboça e borra a si mesma ao se autoficcionalizar.
Se no romance a personagem resiste em saber o que o tarô tem a lhe dizer, o leitor de Cabidela é convidado a complementar os sentidos da narrativa através de um baralho de cinco cartas, embaralhados ao acaso no interior do livro: A decisão, O retorno, O velho marinheiro, O moço das cartas e O círculo. As máscaras funcionam como artifícios de leitura, com os quais é possível fragmentar o texto impresso e criar novas narrativas.

“O livro-objeto convida o leitor a se arriscar, a abandonar a relação aurática que geralmente tem com o livro para profaná-lo livremente. O que quer dizer que Cabidela prevê um leitor ativo, disposto às reviravoltas da narrativa, que intervém nesse objeto literário”, explica a autora. A partir do incentivo concedido pela Funarte, ela imprimiu uma pequena tiragem do livro e busca agora uma parceria com editoras interessadas em publicar a obra, para fazer com que o seu “bloco-de-máscaras” ganhe outros circuitos.

A autora - Laura Castro é uma escritora de bloquinhos. Baiana de Salvador, ela viveu grande parte da vida em Brasília, onde se graduou em Letras e concluiu o mestrado em Literatura pela Universidade de Brasília. Durante três anos, foi membro do grupo de teatro Entrecenas e participou de espetáculos criados a partir de textos da literatura brasileira contemporânea. De volta à Bahia há dois anos, atualmente, leciona no Instituto de Letras da UFBA e é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da universidade, onde pesquisa a escrita performática na narrativa contemporânea.


Serviço:

O que: Lançamento do livro-objeto “Cabidela: bloco-de-máscaras”, de Laura Castro

Onde: Sebo Praia dos Livros (Porto da Barra, ao lado do Instituto Mauá)

Quando: 18 de junho, às 20 horas

Quanto: O livro será vendido por R$ 30

Contato: Tess Chamusca (tesschamusca@gmail.com, 71 8801-6162)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

COISAS DO AMOR................

Coisas do amor...

ELE DISSE "TE QUERO"!
E EU SEMPRE DESCONFIADA...COMO SEMPRE...
ELE CONTINUOU DIZENDO "TE QUERO"...
E EU CONTINUAVA COMO SEMPRE NADA DIZENDO.
ELE AGORA DIZIA "TE AMO".
AÍ FOI QUE EU FIQUEI MAIS EM DÚVIDAS.
HOJE ELE NÃO DIZ NADA.
EU SINTO FALTA DO QUE ELE DIZIA.

HOJE EU DIGO "TE QUERO".
ELE ANDA DESCONFIADO E COM MEDO.
SÓ NÃO SEI DIZER "TE AMO"...
MAS SINTO SUA FALTA.
SINTO SAUDADES.
QUERIA TANTO OUVIR VOCÊ DIZER AQUELAS PALAVRAS,
QUE HOJE FAZEM TODA A DIFERENÇA.......................................

HOJE ELE NÃO QUER MAIS FALAR.
EU DISSE A ELE: NÃO SUFOQUE DENTRO DE VOCÊ O QUE VOCÊ SENTI!
PARECE QUE ACONTECEU O QUE EU MENOS ESPERAVA.
É ACONTECEU MESMO!
FOI INEVITÁVEL NÃO PODERIA NÃO ACONTECER.

AGORA NÃO SEI O QUE FAZER.
NÃO SEI O QUE DIZER.
E FICA ESSE                                                                             ESPAÇO ENTRE NÓS...                                                

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pagú

Nada tem de japonesa, nem sequer olhos de chinesa. É bem brasileira, de Letras. Gueixa? Que nada! Queixa, queixuda, queixo duro, de concreto.
Memórias de uma queixuda, cara dura... Não usa quimono, que nada. Tiazinha, "professorinha", mulher gato!
Reverência? Não, não, não, no samba ela disse que rala, no samba ela disse que vai ralar... a tcheca no chão, a bunda na lata. Late, late (...) lisa, alisa, desliza....
Puuuu.......taria pura. Piriguete, pirigueixa, piriqueixuda... Sacanagem, não pise no meu pé que eu piro, piro, piriguete. Pirilouca, piri porra louca. Pagú!
Relações públicas. Coloca publicidade nisso. Ela é pública de frente, de lado, de costas, retaguarda, baixaria pura. Oral, oralidade é seu mal. Diz que tem dificuldade em se expressar oralmente, eu duvido muito que isso na sua cabeça entre. Olhe bem pra "cara dela" de pudica, pudor de mosca de padaria. Chupa essa manga se você puder...

                                               À minha amiga Lisiane piri porra louca!

sábado, 28 de maio de 2011

A pessoa é para o que nasce

    Não se nasce sabendo o que se vai ser quando crescer, apesar de, às vezes, sim. Nesses casos do sim,       há duas escolhas. Mas, isso é a opção da própria pessoa, e acredito que ninguém deve se meter. Mas, as pessoas vivem se metendo na vida das outras, dando opiniões errôneas. Vou mandar essas pessoas irem para o .................................................................. quinto dos infernos.
    Eu sou o que sou e ninguém tem nada haver com isso, vão procurar o que fazer cambada de porra!   

sábado, 14 de maio de 2011

    Agora o coletivo de vendedores de guloseimas em ônibus é baleiro. Fui bombardeada ontem por seis baleiros dentro de um ônibus, em menos de uma hora de viagem. A cada três pontos de ônibus entrava um. Em noite de chuva, coletivo lotado, todo mundo cansado, sem falar dos passageiros que estavam em pé, e aquele bando entrando gritando, e te forçado a pegar os produtos que você não quer comprar. 
    Eu só queria dormir no pouco tempo que me restava da noite, antes de chegar ao meu destino. Queria descansar só um pouquinho, mas eles faziam de tudo para que os passageiros acordassem. E acordavam sim, todos injuriados, se recusando a pegar o que quer que seja, e que não querem comprar. O único recurso que tínhamos era colocar o fone de ouvido para não ouvir os berros dos baleiros, que mais pareciam vendedores de feira, tipo a feira de São Joaquim, ou até mesmo o camelô lá da Estação da Lapa.
    "Nossos baleiros" estão ficando cada vez mais equipados, se você estiver com fome tem os salgadinhos, se estiver gripado, com a garganta inflamada tem as balas de gengibre, e se você estiver com a roupa descosturada ou o sapato furado, eles têm conjunto de agulhas e cola super bond. Mas, se você estiver precisando de um chip, eles também têm. Pois é meus caros, agora você não precisa ir nas lojas, bancas de revistas ou o supermercados ou onde quer que seja para poder comprar seu chip. Lá no baleiro tem, chip da Oi por R$10,00, e o melhor e que vocês não vão acreditar, o chip vem com R$80,00 reais de bônus! Inacreditável não é?
    E se vocês acham que acabou estão redondamente enganados, pois eles devem ter vinculo empregatício com a operadora, pois eles devem ser contratados pelas mesmas. O discurso deles é: eu conversei pessoalmente com o patrão e pedi para ele abaixar o valor do chip que era R$20,00, agora pessoal vamos aproveitar, pois o chip custa apenas R$10,00 reais. 
    As únicas pessoas que paro realmente para escutar o que falam quando adentram o coletivo são as pessoas que divulgam suas artes e ajudam a valorizar a cultura que é desvalorizada por todos. Os meus preferidos são os cantores que divulgam suas músicas à voz e violão. MPB! Ali sim eu faço questão de valorizar. Também os repentistas, que são raros, mas que às vezes, entram no coletivo, e também o pessoal da Companhia do Riso, que vendem aqueles cartões maravilhosos de amizade, amor e alegria, além de fazer-nos rir.   
    Mas, infelizmente não podemos fazer nada para não sermos acordados, ou ouvir desaforos deles por não comprar seus produtos, como se fôssemos obrigados a comprá-los. Vamos continuar a ser acordados, com seus gritos, ou melhor berros, constantemente...   
     

sábado, 7 de maio de 2011

Quero gritar, mas não consigo...

    São tantas coisas que quero escrever, gritar para vocês, em letras garrafais. Mas, dentro de mim algo mais forte grita instintivamente, para deixar meus sentimentos guardados lá no fundo do peito, na mais profunda escuridão dos pântanos.
    Meus dedos querem escrever, meu coração pulsa num ritmo descompassado, minha mente já não sei, ela, às vezes, falha, do nada, como se a qualquer momento fosse pifar, eu sinto isso, só tenho medo de não ter tempo o suficiente para dizer e fazer algumas coisas que ainda estão pendentes...
    Eu quero é mesmo viver loucamente, só não sei se no meu caso isso seria possível, mais loucuras que as minhas acredito ser impossível. Vou me jogar de uma ponte, só que de paraquedas, que eu não sou besta. Vou aprender a nadar; a ser mais tolerante, paciente; deixar de ser rude; deixar de agir com impetuosidade, com minha ira e fúria....
    Ah, não sei! Como eu quero fazer tantas coisas, dizer tantas outras milhares de coisas, mas nem sei por onde começar...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A metamorfose do cisne

Cisne Negro



    Acabo de assistir ao filme Cisne Negro, com Natalie Portman interpretando o papel de Nina Sayers. O filme Cisne Negro é uma interpretação da peça "O lago dos cisnes", do compositor russo Tchaikovsky e do libreto  de Vladimir Begitchev e Vasily Geltzer. Sua estréia ocorreu no Teatro Bolshoi em  20 de fevereiro de 1877. 
    O cisne negro é a metamorfose do cisne branco. Dentro de todos nós dorme um cisne negro. Nós sofremos metamorfose constantemente. Nosso corpo ao longo da vida sofre esse processo de mudança, inerente à nossa vontade.
    Quando terminei de assistir ao filme fiquei a me questionar até onde seríamos capazes de ir para conquistar os nossos objetivos? Cisne Negro não é apenas a história de uma mulher em busca de um príncipe,  que irá salvá-la do feitiço que a transformou em cisne. Cisne Negro é a metáfora do bem e do mal que existe dentro de nós, e que só é posto pra fora quando nós sentimos ameaçados. 
    Todo mundo tem um lado mal, que aparecerá quando for necessário. Não adianta dizer que se é "bonzinho", mesmo que você sempre seja bom  e sua bondade seja vista por todos. Dentro de você mora     um lado obscuro, que a qualquer momento pode se revelar. Daí já viu não é? Toda uma farsa, uma máscara que se carregou por toda uma vida é crestada, e cai por terra. 
    Só que essa vontade, de alcançar esse desejo, pode se transformar em alucinação, psicose. Todos os males que residem em nossas mentes acabam por se apresentar de uma forma alucinante.  A realidade é confundida com a ficção. Já não se sabe distinguir o que é certo e o que é errado. É o que acontece com Nina, que para alcançar o papel de Rainha Cisne, e depois de ter conseguido o papel, não mede esforços para alcançar a "perfeição". Nina era uma perfeita Cisne Branco, só que não conseguia incorporar a Cisne Negro. Ela era perfeita demais, possuía muita técnica, mas não tinha uma desenvoltura imprescindível para o papel. 
    Nina esqueceu de viver a vida de verdade, e preocupou-se muito com a perfeição, que não existe em lugar nenhum. Ela vivia apenas para o balé. Chega um momento da vida que é necessário refleti o que se fez ao longo dela. Representar o Cisne Negro, fez com que Nina repensasse o que foi sua vida "regrada", diria que a palavra correta é contida. Resumidamente posso dizer que só sabemos do que somos capazes, quando o nosso instinto sente necessidades e é posto à prova. 
    Não sabemos quando essa nossa face obscura será escancarada. O que sei é que ninguém é bom demais, nem mal demais. Temos uma dosagem necessária, que nos mascara frente à sociedade. Mas, maquiavelicamente, frios e calculista vivemos nossas vidas fingindo que somos algo, e no fundo não somos nada daquilo que demonstramos ser. Essa "carinha" de menina pudica, que Nina tem, não demonstra o que ela realmente guardava dentro de si. Um Cisne Negro!