sábado, 19 de junho de 2010

El amor fuera del aire

    "Lo que haremos esa pasión? Distracción da la soledade?" Dejar que el amor suceda, o dejar que la vida pasar frente mi puerta? Ver la luna cada día, a ver el amor me vuelve loco? No sé qué hacer con lo que siento por dentro. Mi corazón late desesperadamente ese amor que mi hace todo.  !Oh, no sé qué hacer, pero puedo jugar duro que siento, y espero un tiempo de resposta? Voy a dejar que el amor fuera del aire!

domingo, 13 de junho de 2010

"Luísa sou eu"

"    Pois embora hoje eu te tenha perto, eu acho graça do meu pensamento a conduzir o nosso amor indiscreto. E se acontecer de desorganizar de vez a vida, a calma? devoro mais um morango e me lambuzo de tédio. Sejamos discretos, pedi. Mas como ocultar o que é transparente? Eu proponho nós nos amarmos, nos entregarmos. No fundo a gente acaba orientando nossas escolhas com certa sabedoria.
    O que será que será, o que não tem decência nem nunca terá, o que não tem censura nem nunca terá, o que não faz sentido. Você precisa aprender o que eu sei, e o que não sei mais. Por que é que ele não foi para a Legião Estrangeira depois do primeiro encontro? Teria sido perfeito: um homem que me dava o maravilhoso e ia embora, sem tempo para me magoar. Fico mansa, amanso a dor. 
    Tente passar pelo que estou passando, tente me amar como estou te amando. Todos os dias tenho que vê-lo. Todos os dias me entrego à sua maldição. Queria que você dissesse: foi penoso meu fim de semana. Olho o relógio iluminado, anúncios luminosos, luzes da cidade. Estrelas no céu, e me queimo num fogo louco de paixão. Ontem, por alguns instantes consegui esquecê-lo. Parei de escrever no dia em que percebi que seria no máximo um poeta mínimo.
    Mais uma vez minha alegria, meus humores estão nas mãos de alguém. Não, não vou outorgar a ele esse poder. Ah, que esse cara tem me consumido. A mim e a tudo o que eu quis.Estou repetindo a mesma história de angústia vivida antes, civilizadamente. Que vergonha da minha ansiedade e da minha carência. Meu olhar vara, vasculha a madrugada. Baby te amo, só sei que te amo.
    A cada fim de semana reinvento a cena de reencontro dizendo a mim mesma: nesta segunda vai ser diferente. Mas nunca é, ele nunca diz as frases que imaginei. Berro por seu berro. Pelo seu erro. Quero que você me ganhe. Que você me apanhe. Se não posso estar com você, mantenho-o no meu pensamento o tempo todo. Pelo amor de Deus, diga qualquer coisa bonita!
    No amor a tortura está por um triz. Eu fico com essa dor, ou essa dor tem que morrer. Que vontade de te ligar, surpreendê-lo nesta noite de domingo, marcar um encontro, fazer uma loucura. Chega de tentar dissimular, e disfarçar, e esconder, o que não dá mais pra ocultar. Sim, eu vou a muitos lugares, mas a vida sem você é apenas um pedaço de angústia.
    E porque foram tão raros e escassos os delírios, talvez esta ansiedade, esta dor aguda, esta insônia, o suspirar entrecortado, a voz rouca, e ao mesmo tempo fina. E se eu disser que estou apaixonada? que diferença isso vai fazer? Ocultamos excessos, sufocamos a vontade de nos expor sem reticências e o que acabamos exibindo um ao outro é um arremedo de envolvimento, mesmo sabendo quanto isso nos faz mal.
    Como suportar outra vez a dependência, a sujeição, a espera contínua de uma palavra ou de um gesto? A força do beijo, por mais que vadia, não sacia mais. Não quero sair pra lugar nenhum. Some day hell come alone, the man I love. Feliz aniversário. Saudade do tempo em que isso era verdade. Tanto tempo, meu Deus, tanto tempo... Que grande catástrofe esta paixão.
    Louca de amor e de dor, nem a morte me parece uma alternativa. É tão terrível esse sentimento de não pertencer mais a nada,  de não querer nada. Não tenho mais lugar em lugar nenhum. Solto o ódio, mato o amor. E continuamos, continuamos. Já foi o tempo em que eu cantava explode coração. Eu sei esses detalhes vão sumir na longa estrada, no tempo que transforma todo o amor em quase nada. Finalmente, ambos libertos. Noite. Soçobro. Vou me vestir de luto e vou sofrer uma grande, uma enorme tristeza por essa perda, mas um dia, ao acordar vou perceber que você não ocupa mais meus pensamentos. Abundantemente breu, abundantemente fel".


Esse texto é o resultado da junção, feita por mim,  de trechos do último capítulo "Noite e dia"(diário de Luísa), do livro Luísa (Quase uma história de amor), de Maria Adelaide Amaral.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Certeza

    Tento ser o que creio que sou e, quando sou acabo não sendo o que pretendo ser. Eu sou isso, e o que me resta é ser para você. A cada minuto de minha existência tenho uma única certeza, que busco, incessantemente, todos os dias, e que ainda respiro por um único propósito: VOCÊ. 
    Quando tudo me parece perdido, você aparece e me injeta ânimo novo, me faz desistir das loucuras que sempre penso. Com você tudo volta a ter sentido, como no dia em que te conheci ou quando contemplo teu sorriso, que me faz feliz até os nossos breves hasta luego.
    A minha vida tem data e hora marcada para se perder no infinito: quando você encontrar sua verdadeira felicidade. Não uma felicidade passageira como o seu próprio significado, momentâneo. Minha busca só estará completa quando você for feliz eternamente. Só assim eu poderei ser feliz como nunca fui antes de te conhecer, pois no momento só tenho um locus em seu coração.
    Sinto tanta necessidade de chorar, pra gritar através de lágrimas, mas tenho que me conter. Quem sabe amanhã - hoje - ontem... eu não esteja ou não estive na sua frente debulhando-me em lágrimas ou contendo-me para não demonstrar minhas fraquezas e medos?
    Contudo isso já nem importa mais, chorar? A vida está pulsante dentro de mim, graças a você. Só me resta te agradecer, dessa forma que só eu e você possamos entender muchas gracias!



segunda-feira, 31 de maio de 2010

    Estou cansada dessas coisas que enchem a paciência. Estou cansada de ouvir você me dizendo sempre as mesmas coisas, de fazer sempre as mesmas coisas, e achar que tudo é diferente. Estou cansada de suas promessas rotas, suas palavras clichês. Estou cansada de você, de você falando de você, de fazendo você, e dizendo sempre coisas de você.
    Estou cansada de você que fala sobre mim, que diz sobre mim e fica me fazendo como se tivesse direito de me tecer. Estou cansada das mesmas coisas que me levam sempre a você, que me fazem te escutar, que me fazem ter paciência, e calma e lentamente, escutar-te sem mais quê nem pra quê.
   Estou cansada de mim mesma que se cansou de você.

Seria bem mais fácil se eu acordasse

    Tudo poderia ser bem mais fácil se você estivesse aqui comigo agora. Tudo poderia ser bem mais fácil se você dissesse que me ama, e que tudo não passou de um sonho, um pesadelo terrível. Um engano. Tudo isso que vivemos é um engano. Não era para estarmos assim, separados. Só não somos nada do que podemos ser, ou ter sido. Não era para nada disso ser verdade. Não é verdade. Quero acordar desse sonho que me prende nessa escuridão do meu inconsciente, labirinto.
    Perdida estou agora. Debato-me e meus olhos nem se quer piscam. Estou de olhos abertos, o sonho é realidade. Preciso dormir e sonhar que tudo isso é mentira, e que eu estou apenas acordada em meu próprio sonho. Seria bem mais fácil se eu acordasse agora, e tudo não passasse de um terrível engano de mim mesma.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Rascunho do tempo

    Todos os dias fico aqui em frente, sempre pensando o que escrever. Deparo-me com a tela a me espreitar. Mas na verdade eu poderia ficar minha vida toda tentando descrever o que sinto. Nenhuma palavra poderá, jamais, alcançar a amplitude desse sentimento infinito que me toma por inteira. Na verdade sinto uma vontade extrema, é quase uma necessidade física e mental de te colocar em letras garrafais. Em frente aos meus olhos, tento te ter, te tocar e te consumir por inteiro.
    Você foge, e num piscar de olhos reaparece. Reencontro minha paz. Te reencontro, e o desejo inconstante me consome. Fica sempre essa vontade de te tomar num gole só, com os olhos vendados te amar por inteiro, e num último gozo, acordar para a vida que me espera lá fora antes que o tempo seja desperdiçado.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sopro de vida

    Peça por peça a vida vai pregando a sua. Nesse palco brilham estrelas desconhecidas, que diariamente encenam uma tragédia, um drama, uma comédia ou até mesmo uma tragicomédia. Sobem as cortinas e entra em ação um monológo, um solilóquio ou o que queiram encenar numa exaustão inexorável da vida.
    A todo momento o palco gira, a cena muda e os artistas ganham novas características, novos figurinos, novas faces e máscaras. Num sopro a vida se reconstrói, lentamente, tudo volta ao seu lugar no momento exato.
    "O momento que passa pode ser tudo que me resta pra viver, mas eu desperdiço o tempo como se ele fosse infinito. Penso, logo sei que existir é uma circunstância".

terça-feira, 18 de maio de 2010

Do que me vale

    Do que me vale um copo de cerveja, que desce amarga na garganta, quando você não está aqui perto de mim para poder me acompanhar nesse gole? Do que me vale um cigarro, mal tragado, se você não pode compartilhá-lo comigo? Do que me vale pensar em você, se um outro alguém está em meu lugar? Do que me vale MPB, se nossas melhores músicas tocam, e um vazio permanece do meu lado, nenhum comentário, nenhum gesto e nenhum sussuro ao pé do ouvido? Do que me vale viver, se, como um sopro, vejo a vida dissipando-se por entre os dedos?

    Do que vale qualquer coisa, se bebo, se fumo, se ouço e se vivo você, sem você?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lembranças

    Revendo minhas fotografias, meus momentos, me pergunto o que terá acontecido com aquele sorriso. Será que ficou congelado naquela imagem, retida naquele momento captado pela lente fria da câmera? Revendo minhas fotografias relembro aquela vida que vivia incondicionalmente, e me pergunto onde ficou perdida, será que morreu?
    Revendo minhas fotografias perdidas, ou estampadas na estante da sala, fazendo-me lembrar daqueles instantes maravilhosos, me pergunto qual a diferença existente entre eu e ela? Entre meu sorriso e minha cara amarrada de hoje? Não sei se sou melhor hoje o quanto fui ontem, se é que ontem fui melhor, ou que um dia a fui.
    Sei que busco uma resposta.Por isso guardei, num lugar bem seguro, todas as fotografias antigas até eu encontrar a verdade sobre mim. Guardei para que ninguém pudesse me julgar, ou comparar-me com aquela pessoa estampada naquela foto, aquela pessoa que creio não ser eu. Às vezes, ousadamente, olho todas as minhas fotografias para ter certeza que não sou eu, realmente não sou eu. Aquele alguém estampado naquelas fotografias é um alguém que criaram pra me confundir, mas eu não cairei nessa cilada. Ainda vou lembrar quem sou, sei que em algum momento fui alguma coisa para você, só não sei o quê.