domingo, 24 de outubro de 2010

DEPRESSA
   DEPRESSÃO                           E
      DEPRESSIVO                                            D                    Ã
         DEPRECIATIVO
            DEPRECIADOR
               DEPRECIADO                                              S                     O
                DEPRESSA
               DEPRESSÃO                    P                                                    E
              DEPRESSIVO
           DEPRECIATIVO                                                    R
         DEPRECIADOR
      DEPRECIADO                                     E                              S
   DEPRESSA
DEPRESÃO                              Região que fica abaixo ou acima do nível do mar!

sábado, 23 de outubro de 2010

Desejo de não ser só um, transforma-me em dois!

    Quero tanto ter você. Me ensina o jeito certo de te ter ao meu lado, sem cometer loucuras, absurdos. Se não me ensinas, como posso aprender? Quero deixar de cometer tantas loucuras. Quero ser plausível comigo mesma, com os meus sentimentos, com os teus sentimentos, com tudo ao nosso redor. Quero buscar a felicidade ao teu lado.
    Eu só peço que me ame, pois sem seu amor estou completamente só, como nunca antes me senti na vida. Eu te amo. Sinto a sua falta. Sinto desejo de estar com você. Te perdi. Agora sei que deveria ter te dado mais valor. Deveria ter te feito mais feliz nos momentos que estávamos juntos. Ou ter te feito um pouco mais feliz. Mas, desperdicei momentos que poderiam ter ficado na memória como consolo do hoje, da sua ausência em minha vida.  
    Sinto tanto a tua falta, que não consigo parar de pensar em você. Essa saudade está me desestabilizando, me tirando do prumo, do rumo. Sinto uma dor tão grande em meu peito, que apenas não consigo. Sua falta me faz chorar, como antes nunca chorei por alguém. Eu só sei dizer que te amo. Amo tanto, tão profundamente, que dói meu peito. Mas, não é dor de desespero, de marcas doloridas, é dor que me aperta por inteiro, por saber que eu amo um alguém, e não sei se serei correspondida.
    Sinto uma imensa vontade de gritar. De gritar eu te amo, eu te amo... inúmeras vezes, para ver se cai a ficha. Já não tenho mais forças para brigar contra esse sentimento, que me consome por dentro. Já não posso mais me enganar. Não sei se ainda tenho forças para lutar por esse amor. Não amamos o mesmo amor. Eu queria tanto que você gostasse de mim, se não da forma que eu gosto de você, mas que seja de uma forma mais amável, que me fizesse sentir amada, pelo menos por um instante.
     Nunca pensei em um dia ter que pedir pra alguém me perdoar pelos meus erros. Mas, pra tudo tem sua primeira vez. Já não é mais um pedido, transformou-se em súplicas essa dor que sinto aqui dentro, e que só você poderá abrandá-las. Sinto uma enorme necessidade de você em minha vida. Também nunca pensei em um dia sentir tanta falta de alguém. Muitas pessoas já passaram pela minha vida. Só que você foi e é, realmente, a única pessoa que marcou de uma forma que não tem como voltar atrás ou esquecer. 
    Nessas últimas semanas as coisas poderiam ter dado certo pra mim. Mas, me falta você. Me falta o seu carinho, o seu amor. Me falta alguém em quem eu possa confiar de olhos fechados. Nessas últimas semanas poderia ter te esquecido. Mas, só me machuquei cada vez mais, com ilusões e decisões precipitadas, que me arrastam pro fundo de um abismo. Só sinto vontade de chorar. Minha alma está em prantos, e não é exagero, hipérbole. Você sabe que sou uma pessoa exagerada no sentir. 
    Às vezes, me pego parada pensando em nada. Minha mente não trabalha mais ao meu favor. Ela, simplesmente, pára por instantes intermináveis. O que faço 24 horas por dia é pensar, pensar em você, como se isso fosse te trazer para mais perto de mim, pelo menos serve de consolo ou então me machuca mais e me arrasta pro abismo. 
    Hoje, amanhã e sempre poderia ter sido do jeitinho que eu tinha imaginado para nós dois. Mas, as coisas não acontecem conforme o nosso desejo. O destino se encarregou de mudar meus planos. Seria perfeito nossos dias, poderia ter te feito muito feliz, como muitas vezes fomos felizes juntos. Sinto saudades daquela época em que eu era feliz e não sabia. Mas, o ser humano é imperfeito e passível de erros. Mas, não deu, nada aconteceu como planejei. Queria ter podido começar, de hoje, uma nova vida ao teu lado. Mostrar que posso ser diferente nos desastrosos atos enlouquentes que cometo. Mas, ainda quero te fazer feliz, muito feliz ao meu lado. Te farei a pessoa mais feliz e amada de todo esse mundo, como ninguém nunca foi. Isso não é uma promessa. É minha missão nessa vida. Vou cumpri-la à risca, e não deixarei que nada nem ninguém me desvie do meu caminho. 
    Não vou ficar só em palavras. Daqui para frente minhas atitudes corresponderão com minhas concepções.
    Preciso encontrar com urgência a resposta para muitas questões que permeiam minha vida, se não enlouquecerei. Antes que me transforme em uma pessoa que não sou: rude, egoísta, e um pouco mais cética do que já sou. Eu preciso de uma chance para começar tudo de novo, do zero. Construir uma história digna de nós dois. 
    Eu te desejo tanto, que esse desejo me consome por dentro. Sinto você dentro de mim. Ainda posso sentir cada toque seu em meu corpo. Cada carícia como se fosse ontem. Está tudo tão vivo em mim, tão latente, que, às vezes, acredito estar acontecendo de verdade, novamente. Posso senti-lo em meus sonhos. Essas sensações me apavoram. Tenho medo. Muito medo de nunca mais te ter ao meu lado. Meu medo, minha insegurança me transforma em outra pessoa. De tanto ter medo de perder acabei te perdendo pro medo. Isso dói aqui dentro. Cada linha dessa são facas que dilaceram minha alma. Não é fácil falar. 
    Não quero mais amar ninguém. Não quero mais magoar ninguém. Não quero me iludir, tão pouco iludir aos outros. Não sei se terei tempo pra amar alguém. Queria poder dormir e acordar aos 60, em 2046, para realizar o desejo de não estar mais aqui, como sempre desejei em toda a minha vida. Mas, me parece ser uma data tão longínqua que o desespero bate a minha porta. Muitas coisas já perderam seu real sentido. Elas  parecem estar fora do lugar. Como se algum dia estivessem estado de fato em algum lugar. 
    Desejo apenas desaparecer como pó. Sem deixar rastros ou vestígios de minha passagem.  Caso contrário, desejo estar com você, que é o amor de minha vida, e a quem devoto minha humilde existência nessa vida. Não sei mais o que dizer... Queria poder beijar sua boca e dizer apenas...EU TE AMO!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

    A janela, embaçada pelas lágrimas de saudade que escorrem no rosto. Lá fora, a estiagem que suspira no amanhecer. Aqui dentro, um aperto no peito, que dói, que machuca. Estou esperando por um alguém, que não sei se vai voltar. Um alguém que é amado. 
    A chuva estia, a lágrima cessa no rosto, a dor aperta no peito. A saudade dói tanto, que não tenho forças para escrever, nem mesmo um simples bilhete de ida ao supermercado, ou de desculpas. Sinto tanto, um aperto que não consigo dizer ao certo o que estou sentido. Sei que jorra milhões de sentimentos dentro de mim.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Agrdecimentos, Gracias, Thank

    Fico feliz em saber que meu blog está sendo visitado por pessoas de outros países.  Agradeço a visita e voltem sempre. Deixem comentários ou sugestões, pois serão bem vidas. Abraços da p(r)oeta!

Me alegra saber que mi blog está siendo visitado por personas de otros países. Gracias por su visita y vuelve siempre. Deja comentarios o sugerencias, serán bienvenido. Poet abrazos!

Glad to know tht my blog is being visited by people from other coutries. Thank you for visiting and keep returning. Let comments or suggestions, they will be welcome. Hugs poet!

Amor ou amizade?

     Não sei mais o que pensar. Não sei mais o que fazer. Não sei mais se tenho esperança. Não sei se desisto ou se insisto. Porém insistir, creio que não seja a solução. Às vezes, as coisas acabam, e simplesmente, temos que aceitar, nos consolar com o término. Hoje, sei que não dá mais pra ser da forma que era. Se eu quiser terá que ser de uma forma mais amistosa. 
    Mas, a gente nunca escolhe, aceita. O outro tem o direito de escolher, de opinar, de dizer o que quer. Não posso ir de contra isso, é um direito, e direito não se anula, não se tira. A escolha é uma coisa cruel. Escolher amar ou ser amigo? És a questão. Escolher aquilo que faça bem para ambas as partes é mais leal, mais justo e honesto.
    A solidão é prazerosa. Me sinto só, e quero sentir-me só dentro de mim mesma. Quero buscar respostas que outrora não obtive, por isso errei muito, magoei muito e desperdicei o melhor de mim e da minha vida. Contudo, se aprende com os erros. Os meus foram mais do que lições, foram aprendizados que levarei para o resto de minha vida, e que com certeza nunca esquecerei. Não quero errar mais, mas sou imperfeita e sei que estou sujeita a errar sempre. 
    Mas, sem mais mas, sem mais porém, contudo, entretanto, todavia quero seguir e conseguir obter a felicidade, ou momentos alegres se for possível. Quero fazer as pessoas se sentirem bem na minha presença. Sei que não é muito, mas é uma tarefa árdua, porém gratificante. 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Balada de uma louca

    Eu queria ser igual as outras pessoas. Pensar como elas pensam, gostar como gostam, fazer o que fazem, da mesma forma. Eu queria ser o que elas pensam que sou. Mas, não sou nada disso. Escolhi ser diferente. Bem diferente. Escolhi ser uma outra pessoa. Estava cansada de ser como elas. Era muito chata essa vida de igualdade. Mas, ser diferente traz muitas implicações, e não ser igual a elas é questionador.
    Não sei dizer, exatamente, se consigo ser feliz sendo diferente. Mas, sei que vivo. Sei que viver, apenas, não me é o suficiente. Porém o suficiente agora pra mim está sendo, apenas, viver. Quero mais do que isso, quero mais do que posso ter, quero mais do que posso ser, quero ter mais do que dar. Quero muita coisa que sei que nunca terei. Queria ter domínio das coisas, poder dizer com exatidão quem eu sou, o que quero, sem titubear. Queria poder dizer não e não ter  nenhuma consequência. Queria poder dizer com mais firmeza e veracidade nunca mais me procure, porém sei que no fundo queria dizer o contrário. Mas, sei que não sei quem eu sou, por isso, talvez, eu queira tanta coisa.
    Fico pensando que eu poderia até não saber quem sou, mas queria saber quem são as outras pessoas, o que elas pensam, o que elas desejam. Assim poderia me encontrar. Quem sabe? Não é uma idéia plausível, mas é razoável, pois assim eu seria várias, de acordo com os desejos delas. Assim eu seria diferente como sou hoje, e teria uma explicação possível e não comprometedora para a minha diferença.
    Às vezes, fico pensando que sou louca em pensar tanta coisa, que parecem ser tolas a certo ponto. Sei que é normal pensar na vida, mas é estranho pensar em tantas coisa que parecem ser mais do ramo da psicologia, quem sabe da psiquiatria. Uma mente perturbada, confusa que se perde dentro de si mesma, como num labirinto cerebral. Isso é o que somos, isso é o que sou exacerbadamente.
    Todos nós somos loucos. Uns mais, outros menos. Eu sou louca. Louca para viver a vida de verdade. Louca para amar alguém que me ame por inteiro. Louca para ser feliz, uma felicidade eterna para contrariar a própria felicidade.  Sou louca fazer alguém feliz, ao ponto de dar minha vida como garantia ou para salvá-lo do abismo. Sou louca para fazer loucuras por um amor meu, só meu. Sou louca porque vivo ao extremo. Sou louca porque gosto ao ponto de me anular. Sou louca porque vivo de uma forma diferente, para poder esquecer os problemas, que perto dos de outras pessoas são só exageros de minha parte.
    Como diz duas músicas de dois grandes cantores: "dizem que sou louco por pensar assim", digo o que penso, o que sinto, e sinto profundamente: "eu que não sei quase nada do mar, descobri que não sei nada de mim", por isso navego por mares desconhecidos em busca de uma resposta, não sei se exata, mas que ao menos seja plausível e razoável a ponto de me convencer que sou ou que posso vir a ser um alguém hoje, amanhã ou um dia desses qualquer.

domingo, 10 de outubro de 2010

A vida é uma desgraça!

    A vida é uma caixinha de surpresa. Essa é uma frase clichê, mas é a mais pura verdade. Só quem já teve as suas reservas de surpresas esgotadas pode saber do que estou falando. Ela nos reserva muitas surpresas, e dentre elas muitas decepções. Hoje acredito que as decepções podem superar em muito os grandes momentos. Pois as decepções são dolorosas em si, e fazem crescer um sentimento que é diferente de tudo que já se sentiu.  
    A maior decepção que se pode ter na vida é descobrir depois de um tempo, de um bom tempo que não era, que não é, e que nunca será amado pela pessoa que tanto se devotava. É fácil mentir pra si mesmo, mais fácil ainda torna-se mentir para o outro. "Uma mentira dita várias vezes se torna uma verdade", mais que uma verdade. Causa até comoção, mas depois transforma-se em raiva, dor, mágoa, um sentimento de desprezo de si mesmo, por ter sido tolo e acreditado por tanto tempo em uma mentira deslavada.
   A gente passa a desacreditar nas pessoas, nas coisas, em tudo. Torna-se cético. Sente raiva, vontade de transgredir todas as regras, de burlar todas as leis. Sente vontade de flagelar-se, de punir-se. Sente vontade de matar, de morrer, de ir para a guerra pro que der e vier. Sem medo de morrer, sem medo de matar, mas com muita vontade de morrer para acabar com esse sentimento que dói, que machuca e dilacera a alma.
    A decepção é uma faca de dois gumes, pois vc está em crise com alguém, mas sabe que o ama. Às vezes, o amor acaba superando as crises. Mas, no fundo o coração está machucado, sangrando. Isso pode parecer até romântico demais, surreal, dramático, mas quem já passou por isso, quem já sentiu na carne viva a dor que seu corpo sente, que seu coração pulsa de uma forma diferente, como se fosse parar a qualquer momento sabe do que estou falando. A gente só quer que ele pare, que de uma vez ele faça o serviço que não conseguimos fazer de próprio punho, e em sã consciência. Ou talvez, a gente pare de sofrer e passe a enxegar aquilo que não queríamos, por achar que era mais conveniente. Conveniente pra quem? Pra mim? Acredito, hoje, que não. A gente faz tudo aquilo que acredita agradar ao outro, ao invés de tentar agradar a nós mesmos. A gente se entrega ao outro de corpo e alma, e o que o outro faz? Nos apunhala pelas costas com uma realidade que não era na real, com uma bomba que explode em suas mão, arranca-as e você simplesmente não sabe o que fazer, se grita, se chora, se pede socorro ou fingi que não é com você.
    De uma coisa temos certeza, não adianta gritar, pois ninguém irá te salvar. Seus medos, suas dores, sua angústia estão dentro de você. Só você poderá aplacá-los. Só você poderá superá-los. Ninguém vai te dar a mão. Ninguém te dará colo, carinho. Ninguém te dirá palavras consoladoras, que possam diminuir suas dores. Ninguém, simplesmente, fará nada por você, a não ser você mesmo e Deus.
    De uma coisa a gente passa a ter certeza, que não temos mais em quem acreditar, parece ser melancólico, dramático, mas é assim que sinto, e sei que é a mais pura realidade, para quem ama de verdade pelo menos. O que dizer diante das evidências? Nada. Apenas calar-se. Daí todas as fichas começam a cair, todas as coisas tolas ditas ao vento, todas as brigas infundadas fazem sentido. As pessoas nos decepcionam, mas a culpa não é delas. A culpa é nossa em depositar todas as fichas nelas, em querer que elas supram nossas expectativas, nossas necessidades. A culpa é minha em querer um alguém que não existe e que não posso criar.
    A gente muda, se transforma em outra pessoa. Essas são as consequências das nossas decepções. Ou a gente muda e se transforma em uma pessoa melhor, ou se conforma e se transforma em um monstro. Um monstro criado a partir de uma situação mal resolvida. A gente se torna intolerante, intransigente, irracível. Eu me transformei em um ser que desconheço-me por completo. Olho-me no espelho e não vejo mais aquela pessoa alegre que era antes, já nem sei mais de quem é esse sorriso. Tudo em mim é estranho. Eu me tornei uma estranha de mim mesma.
    Eu sempre soube que as pessoas são capazes de fazer coisas que nem elas mesmas imaginam. Porque eu me transformei em uma bomba relógio, que à todo o momento faz tic-tac prestes a explodir. Eu imagino coisas, e sei que sou capaz de torná-las reais. Eu torno real coisas que não imaginava, mas sabia que no meu subconscientes eu seria capaz de trazê-las à tona.
    Os que amam só desejam ser compreendidos. Os que amam levam consigo a dor de um deslumbramento. Mas, os que amam também passam a ter mais vergonha na cara e cuidam mais de si mesmos. Estou doando todos os meus sentimentos, não quero mais sentir. Quero que meu coração se transforme em uma rocha, em um meteorito. Não quero mais sentir, como sinto agora. Não quero mais amar, como amo e sei que amarei. Sou muito fraca. E a minha fraqueza está em satisfazer as vontades dos outros e esquecer de mim. Quero esquecer do mundo, quero esquecer que sou isso. Quero deixar de existir. Se existir é penar, sofrer, então prefiro morrer e existir só na memória daqueles que realmente fiz diferença. Quem sabe perdendo a gente passa a dar valor as coisas que se tinha e esnobava. Um dia a gente descobre que não existe muita diferença entre viver e morrer. Morrer se torna mais conveniente. A vida é uma desgraça! Viver é uma desgraça. Estou desgraçada nessa vida, e já não faz tanta diferença estar aqui contando isso tudo, pois as coisas passam, eu já passei. Prefiro o açoite constante da morte em mim, do que sofrer as duras penas e flagelos que as pessoas me imputam. Viva a hipocrisia, a demagogia e o egoísmo dos nossos algozes.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Termômetro




     Se o que eu escrevo é o termômetro para você saber como estou, gostaria que você me dissesse como me sinto, como estou e o que estou pensando agora? Não! Creio que você nunca soube e que nunca, nunca saberá o que se passa em minha cabeça. Se você, realmente, soubesse não me trataria da forma que você me trata. Cansei de ser feita de saco de pancada. Meus sentimentos não são respeitados. Eu não sou um boneco mamulengo, que quem quer que seja possa fazer-me de brinquedinho
    Tudo bem! Você precisa de tempo? Te darei todo o tempo do mundo. Você vai encontrar um norte, colocará a cabeça no lugar, encontrará um novo amor. Quem sabe ainda dê tempo de você me visitar. Quem sabe eu possa estar bem. Se eu estiver viva já será um bom começo. Se isso acontecer pode me procurar em algum sanatório, num hospital ou no inferno!
    Ainda diz que me ama! Até acredito, mas esse amor passa muito rápido. Cansei desse amor fugaz. Cansei dessa inconstância de sentimentos, de emoções. Cansei de toda vez ser eu quem te procuro pra pedir desculpas por algo que nem sei o que fiz. Agora a minha regra é só uma: quem quiser me amar ou ter-me como amiga será da minha forma, do meu jeito. Continuarei sempre ligando, me preocupando com que eu amo, com datas comemorativas, falarei muita besteira, brincarei sempre. Essa sou eu! Quer alguém diferente? Procure em outra pessoa, pois eu não sou a pessoa indicada para isso.
    Cansei de levar a culpa pelas coisas que o mundo faz com você, e você descarrega a culpa em mim. Cansei de ser essa mulher "bobinha" que os outros fazem o que bem entendem. Cansei de ir e vir. Agora eu quero um porto para atracar meus sentimentos. Não quero ter um amor inconstante, pois eu sei o que quero, pra onde vou e com quem quero estar. Você está ciente disso. E aí, você já descobriu através do seu termômetro o que estou sentindo? Qual a temperatura das minhas emoções? Creio que não, isso tudo que digo não é nada pra você, não é significante. Os meus problemas, o meu sentimento não tem nenhum valor pra você. 
    Ah, posso até ser uma pessoa legal, que você recomendaria pra alguém, se perguntassem. Mas não quero ser uma pessoa legal. Eu quero que me amem, como eu sou, que me entendam. Não quero ser aquilo que os outros desejam encontrar em mim. Não quero ser igual a ninguém. Não sou melhor nem pior que os outros. Eu sou eu e ponto final. Aceite-me se quiser e se puder, pois nunca te forcei à nada, você é grande o suficiente para saber o que quer.
    Estou a ponto de cometer uma loucura ou até mesmo de ficar louca, mais louca do que já sou, se isso é possível. eu tenho vontade de tocar fogo no mundo, de destruir todas as coisas que aparecem em minha frente. Tenho vontade de sumir do mapa, não deixar vestígios, de dormir e achar que tudo isso foi um pesadelo, de ter amnésia para poder esquecer que um dia te conheci. Só assim tudo o que você deseja: que eu suma, que eu não ligue, que eu não apareça, que eu, simplesmente, te esqueça se torne realidade. Sinto cansaço, muito cansaço. Já não tenho mais forças para lutar contra qualquer coisa, principalmente contra essas briguinhas que começam do nada e acabam em avalanche ou em você me mandando ir embora. É sempre um dejavú. 
    Tenho sono. Minhas noites são horrendas. Meu corpo já não obedece mais aos meus comandos. Minhas obrigações estão tornando-se enfadonhas.   Não aceitarei mais as suas desculpas. Agora quero respeito. Se você não tem por mim, eu te peço. Creio que seja a única coisa que nos falta. Um dia pensei que você tivesse, mais hoje sei que foi engano. O problema não está em você ou nos outros, o problema está em mim que deixo que os outros façam o que bem entendem comigo.
    Mas agora acabou! Não tolerarei mais nada de quem quer que seja. Se querem ver uma pessoa rude, estúpida, maquiavélica, calculista? Pois bem acabaram de fazer uma! Que se foda todas as regras. Que se foda todos os sentimentos. Que se foda o altruísmo. Que se foda todo mundo. Agora vou ser egoísta. Agora vou ser má, aliás não, bem perversa, foda! Acho que seu termômetro está quebrado, pois ele não previa isso.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O homem da multidão

    Na multidão não me sinto só. Na multidão procuro me encontrar. Nessa multidão de corpos, cabeças, cheiros, faces, pensamentos e sentimentos me sinto um alguém. Tenho motivo para me encontrar, só não me sinto, não sou ninguém. Apenas, não sou. Não sinto. Não amo. Apenas sou.
    Seu rosto, seu corpo, o óculos, os pelos espalhados em seu corpo e sua bota de guerra podem me representar no meio dessa multidão que me cerca. Porque você? Nos seus olhos vejo o perdido, como me vejo. Cogito ergo sum? Não! Penso e nem existo.
    Sua bota de guerra suportará todas as pedras do caminho, e deixará pegadas para que caso nos percamos (eu e você) possamos nos encontrar e voltar pelo mesma vereda, em um novo recomeço, árduo.
    Sei que estás no mesmo caminho que eu. Até sinto que és igual a mim, que habitamos o mesmo mundo. Será por isso que te entendo? Sei que você também me entende, apesar de nunca ter dito, mas no fundo dos teus olhos posso ver toda a verdade que nos esconde. Nesse liquido em que vivemos nos desmanchamos, assim como tudo que almejamos desmancha no ar.
    Aquele outro alguém, pensando bem, também pode ser um alguém no meio dessa multidão. Um alguém, que assim como nós, procura um caminho. É meu caro, ela está no mesmo barco que nós, e se afundarmos iremos juntos, todos juntos. E o pior é que nem sei nadar, ou aprendo ou morrerei. Na verdade nem sei se faz muita diferença, viver e morrer.
    Sei que ela também guarda algo, no fundo dos seus olhos posso decifrar aquilo que ela não disse com palavras. Posso até está errada. Mas, nunca me enganei com os meus poderes de bruxa. Prevendo o futuro. Se eu estiver errada continuaremos sós na multidão e afundaremos juntos no mesmo barco, se não acharmos o caminho "certo". Sei que não há volta. O nosso caminho é só um. Podemos até tentar fugir, mas sempre retornaremos ao mesmo caminho. Se voltarmos nunca seremos felizes. Já não somos sem saber para onde vamos.
    Quem sabe um dia nos encontramos e paramos num bar? Tomaremos uma cerveja e conversaremos sobre o nosso futuro, incerto. Quem sabe se o nosso futuro é não ser, e apenas existir para fazer vir a existência de outros? Mas, enquanto não descobrimos a verdade, a nossa verdade, caminharemos juntos, beberemos e conversaremos mais um pouco. Me conta mais um pouco sobre você, além do que consigo ler em seus olhos, em sua bota de guerra, em seus óculos e em seus pelos...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

    O meu coração está em pedaços, os meus sentimentos estilhaçados, o meu amor em frangalho. Um dia você conseguirá destruir tudo de bom que vivemos, um dia. Um dia você destruirá, por completo, a única coisa que tenho e que posso dar: amor. Um dia você me enlouquecerá, e não é de amor. Um dia, talvez, eu nem saiba mais quem sou. Quem sabe nesse dia, que eu me desconheça, você consiga encontrar aquilo que tanto quer.